FÓRUM SÃO PAULO DA LONGEVIDADE
Pioneiro, consolidado e em crescimento
Ao longo de sete anos, o Fórum São Paulo da Longevidade consolidou-se como o principal espaço de convergência entre sociedade civil, governos e mercado para discutir o envelhecimento ativo e a economia prateada no Brasil.
Nesta entrevista, Waleska e Francisco Santos, fundadores e empreendedores do Fórum, refletem sobre a trajetória do evento, seus impactos e os próximos passos dessa revolução social que redefine o papel dos longevos na construção do futuro do país.
● Os pilares da transformação: de evento pioneiro a movimento nacional
● Quando idealizamos a primeira Longevidade Expo+Fórum, em 2019, tínhamos a convicção de que o envelhecimento precisava sair da pauta assistencial e entrar na agenda estratégica do país. O que transformou o evento em um movimento foi a soma de três pilares: visão de futuro, articulação multissetorial e compromisso com a prática.
A visão de futuro nos permitiu enxergar a longevidade como vetor de desenvolvimento — social, econômico e cultural. A articulação multissetorial aproximou governos, empresas, universidades e a sociedade civil, criando um ecossistema colaborativo. E o compromisso com a prática fez com que cada edição deixasse legados concretos: políticas públicas inspiradas em nossos debates, startups nascendo de conexões feitas no Fórum, e uma nova narrativa sobre o envelhecer, baseada em protagonismo, diversidade e inovação.
O Fórum tornou-se um espaço de convergência, onde ideias se transformam em ações e onde o envelhecimento é tratado como potência, não como problema.
● O papel do Fórum como articulador entre governo, mercado e sociedade civil
● O Fórum São Paulo da Longevidade nasceu com a missão de construir pontes. Desde o início, entendemos que nenhum setor isolado seria capaz de enfrentar os desafios do envelhecimento populacional. Por isso, criamos um ambiente de diálogo permanente entre o poder público, o setor privado e os movimentos sociais.
Essa articulação tem gerado resultados concretos. Governos passaram a incorporar a pauta da longevidade em seus planos de ação; empresas descobriram o potencial da economia prateada e começaram a desenvolver produtos e serviços inclusivos; e a sociedade civil ganhou voz e representatividade.
Temas como combate ao idadismo, inclusão produtiva e inovação social só avançam quando há cooperação. O Fórum atua como catalisador dessa cooperação, promovendo encontros, pesquisas, capacitações e projetos-piloto que conectam propósito e resultado. O que nos move é a certeza de que envelhecer bem é um direito coletivo e uma oportunidade econômica para o pais.
● A internacionalização e o papel do Brasil na agenda global da longevidade
● A chegada da Conferência Internacional das Cidades Amigas do Idoso, em 2025, marcou um novo capítulo na história do Fórum São Paulo da Longevidade. Inserir o evento no circuito internacional significa reconhecer que o Brasil tem muito a aprender — e também muito a ensinar — sobre envelhecimento em sociedades desiguais, diversas e em transformação. Essa dimensão global amplia nossas responsabilidades, pois passamos a dialogar com experiências de países que já enfrentam o envelhecimento há mais tempo, ao mesmo tempo em que mostramos ao mundo a criatividade e a resiliência brasileiras na construção de soluções locais.
Nossa trajetória no segmento de grandes eventos internacionais foi decisiva para esse avanço. Como fundadores e empreendedores da Couromoda, Hospitalar e Hair Brasil — três eventos globais e líderes em seus setores, com mais de 90 edições realizadas em São Paulo —, aprendemos que o sucesso de um projeto de impacto nasce da capacidade de reunir pessoas, ideias e propósitos em torno de uma causa comum. Ao longo de cinco décadas de atuação global, dirigimos e organizamos mais de cem participações oficiais do Brasil em feiras e congressos na Europa, Ásia e Américas, além de ter organizado e co-patrocinado as edições brasileiras dos Congressos Mundiais dos setores de hospitais, beleza e calçados, todos realizados no Rio de Janeiro, com ampla repercussão internacional.
Essa convivência com diversas culturas, economias e formas de pensar o desenvolvimento foi fundamental para moldar a visão do Fórum São Paulo da Longevidade. Compreendemos que a longevidade, assim como os grandes setores produtivos, depende de redes colaborativas e de uma visão global integrada às realidades locais. Essa experiência internacional nos prepara para esta nova fase do Fórum — uma etapa de globalização e intercâmbio – em que o Brasil passa a ocupar um papel ativo na construção de políticas, negócios e soluções que dialogam com o mundo, mas mantêm raízes firmes em nossa identidade e diversidade social.
A internacionalização nos desafia a elevar o padrão de nossas políticas públicas, investir mais em ciência e inovação social e fortalecer redes latino-americanas de cooperação. O Fórum se torna, assim, uma plataforma de intercâmbio global, onde o conhecimento circula, inspira e transforma realidades — reafirmando o Brasil como protagonista na agenda mundial da longevidade.
● As mudanças urgentes e o papel do Fórum como catalisador
● O Brasil precisa se preparar para um envelhecimento acelerado e desigual. As mudanças mais urgentes passam por quatro eixos: educação intergeracional, saúde preventiva, moradia acessível e combate ao idadismo.
Precisamos formar uma nova geração de profissionais e gestores públicos com olhar sensível à longevidade. Devemos investir em prevenção e cuidado integrado, repensar modelos de moradia e urbanismo e eliminar preconceitos que ainda limitam a participação dos 50+ na economia e na cultura.
O Fórum continuará sendo um laboratório de soluções, conectando ideias a políticas, pesquisas a negócios, e experiências locais a agendas nacionais. Nosso papel é manter o tema vivo, mobilizar lideranças e garantir que o envelhecimento seja tratado como prioridade de Estado e oportunidade de desenvolvimento sustentável.
● O legado, a motivação pessoal e os próximos passos
● O maior legado do Fórum é a formação de uma comunidade ativa e engajada, que acredita na longevidade como valor e como causa. Ver pessoas de diferentes idades, origens e profissões unidas por esse propósito é o que me motiva a seguir em frente.
Pessoalmente sentimos que esta é a fase mais produtiva e inspiradora da nossa vida. A longevidade nos ensinou que o tempo é um ativo — e que a experiência é um capital social poderoso. O Fórum e o Grupo São Paulo Feiras Comerciais seguirão ampliando esse impacto, com novas frentes de atuação: programas de formação, parcerias internacionais, projetos de inovação social e a expansão do temas para todo o país.
Nos próximos anos, queremos consolidar o Fórum como referência latino-americana em políticas e negócios da longevidade. O futuro pertence a todas as idades — e o Brasil tem a chance de liderar essa revolução com inteligência, empatia e propósito.
ENVELHECER É UM ATO COLETIVO
A trajetória do Fórum São Paulo da Longevidade demonstra que envelhecer é um ato coletivo. Em sete anos, o movimento mostrou que a longevidade é mais do que uma etapa da vida — é uma nova forma de pensar o desenvolvimento, a economia e a cidadania. E essa história, como afirmam Waleska e Francisco Santos, está apenas começando, com grandes novidades e melhorias na edição de 2026. Formato ampliado, com gestão ampliada e foco no conteúdo com muita interação e experiências.
Veja a AQUI a entrevista com Walter Feldman, presidente e Sérgio Serapião, CEO, lideranças à frente da 8ª Edição do Fórum São Paulo da Longevidade.

