Revolução grisalha: cabelos brancos viram símbolo de empoderamento

6 de Junho de 2019 às 06:00

Os cabelos brancos eram coisa de vovozinha e uma geração conquistou o direito de pintá-los. Agora, décadas depois, mulheres passaram a abandonar a tintura em busca de liberdade e contra a pressão social pela juventude eterna.

“Para uma geração, hoje mulheres de 70, 80 anos, pintar o cabelo foi a grande revolução: de reconhecimento em um lugar social, o não confinamento à cadeira de balanço, ser a pessoa velha. Então quando falamos numa revolução dos cabelos brancos, é de uma geração muito mais jovem”, afirma a antropóloga Débora Diniz, professora visitante na Universidade Brown, nos EUA.

Para a antropóloga, mais do que “Revolution Gray” (Revolução Grisalha), estamos vivendo uma revolução estética, composta por mulheres que não só querem deixar seus cabelos naturais, como provavelmente não vão fazer cirurgias reparadoras estéticas — a não ser as necessárias por conta de saúde — e vão aceitar rugas como marcas do seu reconhecimento geracional. 

“É a afirmação da possibilidade da existência do próprio corpo sem a sua adequação a um único padrão de beleza feminino. A possibilidade de existir com o branco, a possibilidade de existir com as rugas, com o corpo com outras formas, foram conquistas do feminismo. Então, pode não ser uma atitude individual feminista, mas foi uma conquista do feminismo”, diz Débora.

 

Fonte: O Globo. Para ler a matéria na íntegra, clique aqui.

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